Mafra-SC, 27/ 12/ 2006-INFORMATIVO CEREAGRO Nº23

"Se você quiser fazer inimigos, tente mudar alguma coisa" Pres. Wilson - EUA


Reflexo de biocombustíveis no mercado para soja e milho

Os reflexos da produção de biocombustíveis sobre o mercado de soja e milho serão um dos temas centrais do Dia de Campo sobre Culturas de Verão que a C.Vale com o apoio do Sescoop-PR promove em janeiro de 2006. O impacto que a geração de combustíveis vegetais terá sobre os estoques e preços das duas matérias-primas será explicado aos produtores que participarem do evento nos dias 16, 17 e 18 de janeiro. “Será uma grande oportunidade para que os associados saibam o que mudará no agronegócio a médio e a longo prazos por causa desse fator”, comenta o coordenador do Campo Experimental C.Vale, Enoir Pellizzaro. Ele acrescenta que o tema será abordado por Miguel Biegai, da agência Safras & Mercado, de Porto Alegre.
Programa - Outro tema importante será a formação de massa seca para cobertura de solo. Uma nova alternativa será apresentada: a utilização de braquiária intercalada com o milho. “É uma alternativa que ajuda a reduzir a erosão, a controlar a plantas daninhas e a melhorar a qualidade do solo”, diz o engenheiro agrônomo da C.Vale. Os associados que forem ao Campo Experimental poderão conhecer novas variedades de soja transgênica entre as 51 cultivares da planta que serão apresentadas. O desempenho de 68 híbridos de milho e de 4 cultivares de mandioca também será mostrado aos produtores. O Dia de Campo tratará, ainda, sobre doenças da soja, entre as quais a ferrugem asiática, manejo de plantas transgênicas e de ervas, além de controle de pragas. Esses assuntos serão abordados por técnicos e especialistas convidados por empresas do setor e por profissionais da C.Vale.
Palestras - O Dia de Campo sobre Culturas de Verão que a C.Vale realiza em janeiro terá três rodadas diárias de palestras. Equipes técnicas da cooperativa e especialistas convidados pelas empresas de insumos falarão aos produtores às 9h30 e às 10h30 nos stands que serão montados no Campo Experimental. Às 13h15 acontecerá palestra “Biocombustível e sua influência no mercado futuro”. Na seqüência, às 14h, as empresas conveniadas terão programação especial para os visitantes. Os produtores também poderão observar máquinas e equipamentos em exposições estática e dinâmica. O coordenador do Dia de Campo, Enoir Pellizzaro, informa que os fabricantes das principais máquinas já confirmaram presença. Os associados da C.Vale terão a oportunidade de conhecer os efeitos da utilização da cama de aviário e a importância da rotação de culturas no sistema agrícola. Palestras sobre pecuária de leite e de corte também estão previstas. A C.Vale também apresentará um tema novo durante o dia de campo. O uso de plantas medicinais em favor da saúde e da beleza também será tratado durante palestras que acontecerão nos três dias, a partir das 14 horas. (Assessoria de Imprensa C. Vale)

Importação recorde freia a produção local de insumos

As empresas brasileiras estão aumentando as importações de insumos em um ritmo oito vezes mais rápido do que o crescimento da produção de seus fornecedores domésticos. Para os economistas, esse é um indício de substituição de insumos nacionais por importados - estratégia cada vez mais comum nas empresas para reduzir custos e se adequar à valorização do câmbio. No acumulado de 12 meses até outubro, a quantidade importada de bens intermediários cresceu 14%, segundo estudo da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). A produção doméstica de bens intermediários aumentou apenas 1,7% na mesma comparação, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado prejudicou a produção industrial do país, que cresceu apenas 2,7% no período.
Percentual - De acordo com cálculos da Quest Investimentos, o consumo aparente (produção mais importação, excluindo exportação) de bens intermediários cresceu 8,2% no terceiro trimestre de 2006 em relação a igual período de 2005, e a produção doméstica de bens intermediários subiu apenas 2,1%. "A distância entre os dois indicadores mostra a parcela conquistada pela importação", diz Paulo Pereira Miguel, economista da Quest.  A consultoria estima que os bens intermediários importados já respondem por 21% das matérias-primas e insumos utilizados pelas empresas brasileiras. O percentual é recorde na história do país. Apenas em 2000 a fatia dos bens intermediários importados havia atingido 20%. De lá para cá, estava oscilando entre 17% e 19%. 
Causas - Miguel avalia que não é apenas a valorização do real que provoca essa troca de fornecedores, mas principalmente a estabilidade do câmbio no atual patamar. Com o nível de reservas acumuladas pelo país, o robusto superávit da balança comercial e a queda da dívida externa líquida, o real deve se manter valorizado por um bom tempo. Levantamento elaborado pela consultoria MB Associados, com base nos dados da Funcex e do IBGE, indica que esse fenômeno ocorre em diversos setores de bens intermediários. A importação desses produtos está crescendo em ritmo forte. No acumulado de 12 meses até outubro, a quantidade importada de bens intermediários cresceu 12% no setor plástico, 21,7% em celulose, papel e gráfica, 23,2% em outros produtos metalúrgicos e 27,4% em material elétrico. 
Desempenho - Em contrapartida, a produção doméstica de itens que são matérias-primas para a produção industrial recuou significativamente. No acumulado de 12 meses até outubro, a produção industrial de preparados químicos diversos caiu 6,8%. A produção de embalagens de material plástico recuou 2% e de laminados de material plástico, 4,8%. A produção de tubos de ferro e aço com costura despencou 15,7% no acumulado de 12 meses até outubro. Em peças fundidas de ferro, a queda foi de 4,6% nesse período.  A importação de matérias-primas e insumos poderia estar crescendo ainda mais. Apesar da alta de 15%, as importações de bens intermediários registram um dos crescimentos menos vigorosos entre as categorias de uso. No acumulado de 12 meses até outubro, a quantidade importada de bens de capital subiu 25% e de bens de consumo duráveis saltou 76%. É o fraco desempenho da economia que inibe a importação e a produção doméstica de insumos. A economia brasileira, prejudicada pelo fraco desempenho da indústria, deve crescer menos de 3% este ano.   (Valor Econômico) 

Preços agrícolas derrubam IGP-M

A inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) desacelerou para 0,28% na segunda prévia de dezembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mês anterior, para o mesmo período de coleta a variação havia sido de 0,75%.  A variação dos preços agrícolas no atacado explica a trajetória do índice. O Índice de Preços por Atacado (IPA) apresentou alta de 0,30% na segunda prévia de dezembro ante 1,04%, no mesmo período de novembro.  Nesta apuração, ocorreram desacelerações em dois dos três índices relativos aos estágios de processamento. As matérias-primas brutas apresentaram decréscimo na taxa, que baixou de 3,97%, em novembro, para 1,30%, em dezembro. Contribuíram para este movimento os itens: bovinos (-1,42% para -7,35%), soja em grão (8,76% para 4,52%) e arroz em casca (15,69% para 4,15%). 
Variação - Por outro lado, apresentaram acréscimos em suas taxas itens como: café em grão (5,10% para 10,77%), fumo em folha (-0,48% para 5,58%) e mandioca (0,07% para 3,10%). Os bens finais recuaram 0,14% em dezembro. No mês anterior, a taxa foi de 0,43%. O subgrupo alimentos in natura apresentou a maior desaceleração do grupo, com recuo de -0,56% (em novembro) para -6,65% (dezembro). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,24% na segunda medição de dezembro, ante 0,17%, em igual período de novembro. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de 0,21%, na segunda prévia de novembro, para 0,24%, em igual período de dezembro.  No ano, o índice acumula alta de 3,80%, e para os últimos 12 meses a taxa é a mesma. A segunda prévia do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.  (Valor Econômico)

BB cria estratégia para ampliar crédito rural

O Banco do Brasil quer simplificar e aumentar o volume de crédito à agricultura. Para isso, planeja ampliar a carteira de seguro agrícola e passar a oferecer aos produtores rurais contratos de opções de venda a fim de fortalecer os mecanismos de proteção de preços e produção, anunciou o vice-presidente-interino de Agronegócios e Governo do banco, Dercí Alcantara, o Banco do Brasil . A instituição mantém um projeto piloto nos Estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul de seguro contra perdas causadas por intempéries. Hoje há 15 mil contratos de apólices, que correspondem a uma importância segurada de R$ 1 bilhão. Segundo o vice-presidente-interino do banco, a expansão do programa depende de uma decisão do governo federal. O seguro é compulsório quando o agricultor contrata o crédito.O banco também quer oferecer contratos de opções de venda de soja, algodão, café, milho, soja e aos que atuam no segmento pecuário. A intenção da instituição financeira é aumentar a liquidez de tais papéis, que protegem a rentabilidade do agricultor.
Proteção - Com a posse de uma opção de venda, o agricultor tem o direito de vender mercadorias por preço determinado anteriormente, mesmo que o mercado no dia da transação esteja retraído. A idéia é tornar a proteção obrigatória em regiões onde não são boas as perspectivas de negócio. Assim, a concessão do crédito se tornaria viável. Por meio de convênio assinado com a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), os produtores estão sendo "educados", para participar do mercado futuro. Neste ano, o Banco do Brasil foi responsável pela intermediação de 17,7 mil contratos futuros. "Muitos dos produtores não têm opções de venda por falta de informação. Queremos passar para 100 mil contratos.
Planos - De acordo com o executivo, as principais metas do Banco do Brasil para o ano que vem são aumentar os financiamentos à armazenagem, ao reflorestamento, ao desenvolvimento da bioenergia. O incentivo à agricultura familiar também está entre as prioridades. Alcantara disse que a grande maioria dos 330 mil produtores que foram beneficiados pela prorrogação do vencimento de suas dívidas neste ano terão de pagá-las. Como as margens de lucro do setor cresceram neste ano entre 50% e 70% em relação ao ano anterior, disse, não há razão para as dívidas - que somam R$ 6 bilhões - não serem liquidadas. As exceções são os agricultores de soja e milho do MT, cujas vendas foram prejudicadas pela precária infra-estrutura da região. As dívidas vencem entre maio e junho. A carteira de crédito ao agronegócio do Banco do Brasil totalizou R$ 45,9 bilhões no fim do mês passado. O volume de crédito a ser oferecido na safra 2006/2007 é de R$ 33 bilhões - R$ 27 bilhões à agricultura empresarial e R$ 6 bilhões à agricultura familiar. (Gazeta Mercantil)

Lula deve antecipar mistura de biodiesel no combustível

O governo Lula deve antecipar a meta de mistura de biodiesel ao diesel. A antecipação já estava em estudo na área técnica do governo, mas agora o assunto parece decidido em nível ministerial. Em reunião na última quinta (21/12) no Palácio do Planalto, ficou praticamente acertado que o percentual de 5% de mistura será obrigatório a partir de 2010, e não de 2013, como inicialmente previsto. A antecipação atende, em parte, ao pedido dos produtores, porque aumenta a demanda pelo produto, dando mais segurança aos investimentos que estão sendo feitos. Para dar garantia ao negócio, no entanto, os investidores (em sua maioria esmagadores de soja) querem mais: que a mistura obrigatória de 2% também seja antecipada, de janeiro de 2008 para julho de 2007, e que o governo volte a fazer leilões de compra de biodiesel -o último aconteceu em julho de 2006.
Produção - Na última reunião, Lula disse estar confiante na capacidade do setor privado de conseguir produzir biodiesel suficiente para antecipar a meta de mistura de 5%. O presidente afirmou que a antecipação estimularia o setor a incrementar seus investimentos num momento em que ele debate como acelerar o crescimento do país. "A antecipação da meta de 5% é uma boa medida. Resolve parte do problema que já existe hoje, que é a defasagem (entre produção e demanda)", avalia Juan Diego Ferrés, coordenador do programa de biodiesel na Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) e diretor da Granol (esmagadora de soja e produtora de biodiesel). Na avaliação de Ferrés, para criar demanda que estimule os investimentos privados no setor de produção de biodiesel, o governo deveria retomar os leilões e antecipar para julho de 2007 a mistura obrigatória de 2% de biodiesel ao diesel.
Mercado - "Os produtores já entregaram tudo o que tinham para entregar. É preciso retomar os leilões para evitar a ruptura no programa", avalia. Segundo ele, uma fábrica de biodiesel da Granol em Campinas (SP), com capacidade para 20 milhões de litros por ano, já parou de produzir e os investimentos em uma nova fábrica, em Cachoeira do Sul (RS), com capacidade para 140 milhões de litros por ano, foram adiados de janeiro para outubro de 2007. O mercado de biodiesel é estimado em 1 bilhão de litros por ano, com a obrigatoriedade de misturar 2% ao diesel tradicional. Com a mistura de 5%, o mercado cresce para algo entre 2,4 bilhões e 2,7 bilhões de litros por ano. O biodiesel é produzido a partir de plantas oleaginosas (soja, mamona, girassol) ou sebo animal.
Combustível - Hoje, a mistura de biodiesel ao diesel é facultativa em 2%. A Petrobras compra toda a produção em leilões organizados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) e a repassa para as distribuidoras de combustível. Como o preço do biodiesel é maior do que o do diesel tradicional, o programa é praticamente estatal: 73% do biodiesel é comprado pela BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Na reunião sobre infra-estrutura, Lula também acertou com o ministro Silas Rondeau (Minas e Energia) e o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, investimentos no setor petrolífero capazes de atingir e manter a auto-suficiência em petróleo. Ficou acertado um plano de investimentos de R$ 24,4 bilhões em refinarias e petroquímicas até 2016. (Folha de S. Paulo) 

Até 2010, ferrovias terão R$ 12,5 bi

O sistema ferroviário brasileiro se prepara para receber, nos próximos quatro anos, um volume de investimentos nunca antes visto na história do setor. Até 2010, serão R$ 12,5 bilhões para ampliação da malha existente, aquisição de vagões e locomotivas e manutenção dos trilhos. Desses recursos, quase 50% serão financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Apesar desse esforço, representantes da iniciativa privada defendem maior empenho do governo para ampliar a malha existente. “Uma das conseqüências desse programa de investimento é aumentar a participação do modal ferroviário no total de cargas movimentado pelo sistema de transporte brasileiro”, afirma o gerente do Departamento de Transporte e Infra-Estrutura do BNDES, Dalmo dos Santos Marchetti, um dos autores de um estudo sobre as ferrovias brasileiras, ao qual o Estado teve acesso.
Linha de financiamento - Segundo o técnico do banco, a meta é aumentar a ainda tímida participação das ferrovias no transporte de cargas, hoje restrita a um quarto do volume total, apesar de ter custos menores que o transporte por meio de rodovias. A carência de investimentos governamentais já levou as concessionárias a assumir obras que também são de responsabilidade pública, como passarelas para comunidades que vivem no entorno das ferrovias. No ano passado, o BNDES criou, a pedido da iniciativa privada, uma linha de financiamento diferenciada para minimizar os gargalos logísticos. Como resultado, os investimentos para esse fim serão de R$ 852 milhões para quatro das principais concessionárias.
Malha ferroviária - Desde o ano 2000, conta Marchetti, do BNDES, a receita do setor tem crescido a um ritmo médio anual de 7%. Os investimentos, por sua vez, têm avançado 32% ao ano nesse período. Marchetti estima que pelo menos mais 2 mil quilômetros de malha ferroviária serão construídos por esse programa de investimentos, em torno de 7% da atual extensão ferroviária do País. “A malha não tem crescido nos últimos 20 anos. Dois mil quilômetros são significativos, mas esses projetos são antigos”, diz o diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportes Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça. O estudo do BNDES mostra que no ano passado foram fabricados 7.500 vagões, volume 20 vezes superior ao da década de 90. Para os próximos anos, a previsão do banco é de produção anual por volta de 4.500 vagões. Segundo Marchetti, o ritmo acelerado de 2005 foi conseqüência de uma necessidade que estava “represada”.
Investimentos - A MRS, com controle compartilhado entre a Companhia Vale do Rio Doce, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Gerdau e Ultrafértil, planeja investir R$ 2,5 bilhões até 2010. A empresa obteve em 1996 a concessão de 1.674 quilômetros da malha sul da Rede Ferroviária Federal S.A. Desde então, aplicou R$ 2,1 bilhões na ferrovia que liga Minas Gerais, Rio e São Paulo. De acordo com o estudo do BNDES, a MRS poderá se tornar, nos próximos três anos, a “maior ferrovia brasileira em volume transportado”. Em 1996, a então RFFSA transportou 46 milhões de toneladas. Este ano, a MRS deverá movimentar 115 milhões de toneladas, sendo 60% de minério de ferro.
ALL - A América Latina Logística (ALL) tem um programa de investimentos de R$ 2,5 bilhões até 2009. Desde 1997, quando iniciou suas atividades, a empresa realizou investimentos no total de R$ 1,5 bilhão. Atualmente, sua área de atuação é de 6.586 quilômetros, nos Estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. O controle acionário da ALL é pulverizado, com participações do braço de investimentos do BNDES (BNDESPar) e dos fundos de previdência dos funcionários do Banco do Brasil (Previ) e da Caixa Econômica Federal (Funcef), após a recente incorporação da Brasil Ferrovias e Novoeste. O diretor-financeiro e de Relações com Investidores da ALL, Sergio Pedreira, acredita que o tamanho da atual malha brasileira, em torno de 30 mil quilômetros, é suficiente para atender ao crescimento da demanda, desde que o número de vagões e locomotivas acompanhe a expansão do setor. A ALL é a concessionária que mais investirá em obras auxiliares, com investimento de R$ 384 milhões. (O Estado de S. Paulo).

EPAGRI-CEPA LANÇA SÍNTESE ANUAL DA AGRICULTURA 2005-2006
A Epagri, empresa vinculada à Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, lançou nesta segunda-f eira (18), no auditório do Centro de Estudos de Safras e Mercados, a 27ª edição da Síntese Anual da Agricultura, referente ao período 2005-2006. O documento apresenta um resumo do desempenho técnico e econômico dos 27 principais produtos agrícolas do Estado e também uma análise da atual conjuntura do agronegócio catarinense.
Os números revelam que após passar por uma grave crise durante este período, com perda para o setor agrícola estimada em 14% de sua renda, a expectativa para a próxima safra (2006/2007) é bastante otimista. A produção de grãos, por exemplo, está projetada em 5,9 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 21,5% em relação à frustrada safra de 2005/06, quando foram colhidos 4,87 milhões de toneladas.
Para Airton Spies, chefe do Epagri/Cepa, com a publicação da síntese, cumpre-se o compromisso anual de oferecer à sociedade informações atualizadas sobre a agricultura catarinense que irão auxiliar tanto o setor público quanto o privado, no planejamento e na gestão de suas atividades: “ Este ano o tema focal escolhido foram as atividades de alta densidade econômica, associadas ao armazenamento e o uso racional de água na agricultura. O objetivo é incentivar a produção de culturas que possam representar alternativas para que as pequenas propriedades rurais aumentem sua renda”, afirma.
Com tiragem de 600 exemplares impressos e 1000 mini-CDs, a 27° Síntese Anual da Agricultura 2005-2006 será distribuída a diversas entidades representativas do setor agrícola catarinense. O documento na íntegra também está disponível a todos os interessados na internet, na página da Epagri , cujo endereço é
www.epagri.sc.gov.br
 
DECISÃO DO STF PODE REDUZIR TAXA DE JUROS DE BANCO

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a Justiça pode reduzir as taxas de juros cobradas aos consumidores pelos bancos. A análise será feita caso a caso e levará em consideração as regras previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC ). Os juízes cortarão juros praticados pelas instituições financeiras se entenderem, por exemplo, que há má-fé, abuso ou falta de transparência na fixação dos valores. Todas as operações de crédito estão sujeitas ao crivo do Judiciário.

"Foi uma grande vitória dos consumidores", disse Cláudia Lima Marques, do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon). Para a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), a decisão "em nada altera o ambiente de negócios das instituições financeiras". Segundo a instituição, já foram feitas as mudanças necessárias em contratos para adequá-los ao código. (Gazeta Mercantil)
 

Período do plantio de trigo é ampliado na Zona B

O Mapa deverá oficializar, em janeiro, o novo zoneamento para o plantio do trigo na Zona B, uma faixa de solos que compreende 84 municípios de Guaira a Campo Mourão, incluindo Toledo, Palotina e Cafelândia, entre outros. A decisão de ampliação do período de plantio para a Zona B foi confirmada ontem (21/12), em reunião realizada na sede da Coodetec, em Cascavel, coordenada pela Ocepar , através do engenheiro agrônomo, Flávio Turra, e que teve a participação da Agroconsult, Coodetec, Lar, C.Vale, Agropar, Coopavel, Coamo e Copacol.
Com base na experiência – Os pedidos de ampliação do período de plantio nos municípios dessa região começaram a ser feitos à Ocepar por produtores, cooperativas e assistência técnica a partir do ano de 2002, quando o zoneamento climático foi alterado, não permitindo o plantio entre 11 de abril a 10 de maio para variedades de trigo precoce e 01 a 30 de abril para as variedades de ciclo intermediário. Os produtores e cooperativas alegavam que, por experiência própria, esse período era propício ao bom desenvolvimento da cultura do trigo. Além disso, o zoneamento anterior, que valeu até 2001, permitia o plantio nesse período. As lideranças agrícolas vinham insistindo na mudança desde 2002. Esse esforço envolveu principalmente a Ocepar, a Coodetec, o Iapar, as cooperativas e o deputado federal Moacir Micheletto, que conversou pessoalmente com o ministro Guedes, da Agricultura.
Relatório da Agroconsult – Agroconsult, empresa contratada pelo Ministério da Agricultura para fazer os estudos de análise de risco das culturas em função do clima, tipo de solo, altitude e latitude – itens considerados no estabelecimento do zoneamento agrícola -, encaminhou a proposta ao Ministério da Agricultura. Para embasar seus estudos, a Agroconsult obtém essas informações da pesquisa oficial (Iapar, no caso do trigo) e de institutos de meteorologia (Simepar, Inmet, Ana, entre outros).
O novo zoneamento - Agroconsult confirmou que o Mapa deve anunciar, em janeiro, o novo zoneamento para a safra de trigo de 2007 para o Paraná. Assim, o novo período de plantio de trigo da variedade precoce deve ser de 21 de março a 31 de maio, e para variedade de ciclo intermediário, de 11 de março a 31 de maio. “Tal ajuste atende plenamente os produtores da região B”, afirmou o gerente Técnico e Econômico da Ocepar, Flávio Turra, que representou a organização na reunião. Turra disse que foram feitas solicitações de pequenos ajustes locais, que serão analisadas pela Agroconsult. Esses ajustes dizem respeito a municípios que têm áreas de plantio que fazem fronteira com a Zona B. Em função de clima, tipo de solo e altitude, o período de plantio de trigo no Paraná varia de 11 de março para os municípios mais ao Norte a 20 julho para os municípios mais ao Sul.

SALÁRIO MÍNIMO hoje equivale a 39,5 % de 1940

Apesar do aumento real conquistado, o novo salário mínimo de R$ 380,00 ainda está longe de recuperar seu poder de compra. Com os R$ 30 a mais incorporados em seu valor a partir de abril de 2007, o mínimo equivalerá a 39,5% do que valia em 1940, ano em que foi instituído pelo governo Vargas. Cálculo feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) mostra que, na média daquele ano, o salário mínimo correspondia a R$ 915,13 (o valor foi atualizado para novembro deste ano). "Falta muito para recuperar seu poder de compra, mas o aumento real conquistado na negociação de terça-feira com as centrais sindicais é significativo. O salário de R$ 380 é o maior valor em termos reais [descontando a inflação pelo ICV do Dieese] do mínimo nos últimos 20 anos", diz Fausto Augusto Jr., técnico do Dieese.
Para manter uma pequena família - O salário mínimo necessário para manter uma família de quatro pessoas, de acordo com o Dieese, seria de R$ 1.613,08. O novo valor de R$ 380 terá um poder de compra equivalente a 2,05 cestas básicas. "Desde 1971, esse é o melhor resultado do mínimo ao se medir seu poder de compra com referência na cesta básica", diz o técnico. No primeiro ano do governo FHC, em 1995, um salário mínimo comprava 1,02 cesta básica. Em 2002, último ano do segundo mandato do tucano, comprava 1,42 cesta básica. O Dieese calculou, a pedido da Folha, o aumento real do mínimo nos três últimos governos, considerada a inflação medida pelo ICV (Índice do Custo de Vida). (Fonte: Folha Online)

Norman Borlaug: o pai da revolução verde

O Nobel da Paz de 1970, Norman Borlaug, é novamente notícia no meio científico mundial por ter recebido a mais alta condecoração civil dos Estados Unidos: a Medalha de Ouro Congressual. A condecoração ocorreu em razão de sua contribuição à redução da fome no mundo. Engenheiro agrônomo conhecido como “pai da revolução verde”, Borlaug estabeleceu um novo padrão tecnológico para a agricultura com a adoção do uso de máquinas, insumos e sementes selecionadas. Seu impacto social, com a redução da fome, resultou em reconhecimento mundial e na concessão do Prêmio Nobel da Paz em 1970. Ele esteve no Paraná em novembro de 1972, quando recebeu o título de Sócio Honorário da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná.
Borlaug e o meio ambiente -  Em sua vinda ao Paraná Borlaug visitou a região dos Campos Gerais com objetivo de ver o desenvolvimento das lavouras de trigo na área de atuação das cooperativas Batavo, Cotia e Coopagrícola e da estação de pesquisa do Instituto de Pesquisa Agropecuária Meridional (Ipeame). Ele vez, então, uma avaliação crítica ao extremismo ambiental urbano afirmando:  "Esse movimento gerado nas cidades, nada sabe das coisas do campo e ameaça, em nome da pureza ambiental, a própria sorte do homem. Quer destruir os meios de sempre obter mais alimentos e abre perspectivas para a guerra, o retorno à vida animal, a volta às cavernas". (Fontes: Boletim Informativo da Sociedade Brasileira de Melhoramento de Plantas e livro Ocepar 35 anos – Mais de um século de história).

Olho Vivo já identificou dois focos de Ferrugem na região

O Projeto Olho Vivo já confirmou a existência de dois focos de ferrugem asiática na região de Campo Mourão. O primeiro caso foi confirmado no final da semana passada em uma área de experimento localizada no município de Luiziana. De acordo com o engenheiro agrônomo da Coopermibra – Cooperativa Mista Agropecuária do Brasil, David Leite do Nascimento, que presta assistência técnica ao proprietário do experimento, disse que o experimento já foi desmontado. A medida foi tomada para evitar a proliferação do fungo da ferrugem por lavouras comerciais daquela região. O segundo foco foi confirmado na quarta-feira (20/12). A área infectada fica no município de Peabiru e tem cinco alqueires. Assim como no primeiro caso, o laboratório do Projeto Olho Vivo vai avaliar o grau de incidência da doença e a severidade do ataque. O produtor e o responsável pela assistência técnica receberão todas as informações sobre o caso e assim poderão providenciar medidas efetivas de combate à doença.  Os exames realizados pela equipe do Olho Vivo são capazes de identificar a presença de mais de 30 tipos de doenças foliares da soja especificando-as claramente. Esse tipo de diagnóstico ágil e preciso possibilita que o combate às doenças seja feito o mais cedo possível. Essa precisão amplia a eficiência do tratamento indicado. Assim o agricultor pode fazer o uso racional de produtos agroquímicos, o que possibilita a redução dos custos de produção e a preservação ambiental. (Assessoria de Imprensa Coopermibra)

Consórcio Antiferrugem aprova laboratório do projeto Olho Vivo

O laboratório de diagnose foliar do projeto "Olho Vivo" foi reconhecido essa semana pelo MAPA - Ministério da Agricultura e pela Embrapa Soja – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e passa agora a integrar oficialmente o Sistema de Alerta do Consórcio Antiferrugem. Para ser aprovado, o laboratório passou por uma criteriosa avaliação que comprovou a sua eficácia no trabalho de análise para identificações e quantificações de doenças foliares de soja, especialmente a ferrugem asiática. “Todas as exigências do Consórcio foram atendidas”, disse o doutor em fitopatologia e microbiologia e coordenador do Projeto, Alexandre Moura Cintra Goulart ao comemorar o reconhecimento. Uma dessas exigências inclusive, é que o laboratório deve ter como responsável um engenheiro agrônomo com doutorado em fitopatologia, como é o caso do doutor Alexandre. Outras exigências importantes são: o treinamento e capacitação do pessoal envolvido no trabalho; a utilização de materiais e equipamentos adequados e de qualidade; e a participação direta de uma instituição de ensino superior ou de pesquisa.
Coopermibra -  “Esse credenciamento confirma que o trabalho realizado pelo Projeto Olho Vivo é de alta qualidade e atende as reais necessidades do produtor. E em toda sua área de atuação, é isso que a Coopermibra têm buscado oferecer ao seu cooperado”, comenta o diretor vice-presidente da Coopermibra, engenheiro agrônomo Valdomiro Bognar. O Olho Vivo é desenvolvido numa parceria entre a Coopermibra – Cooperativa Mista Agropecuária do Brasil, a Iharabrás S/A Indústrias Químicas e a Faculdade Integrado de Campo Mourão. O Sistema de Alerta Embrapa é uma rede de comunicação gerenciada pela Embrapa Soja que se destina a informar a assistência técnica pública e privada sobre problemas detectados durante a safra; orientar quanto a possíveis soluções; e captar, entre os agentes de transferência, informações sobre o desempenho da safra nas várias regiões produtoras.
Sistema de Alerta - Participam do Sistema de Alerta pesquisadores de diferentes áreas de conhecimento em soja e agentes do sistema de transferência de tecnologia público e privado, que têm o papel de captar em suas comunidades demandas por informações junto à pesquisa. Produtores de diferentes localidades do território brasileiro podem se inscrever para receber gratuitamente o sistema de alerta por correio eletrônico ou visitar a página na internet. O Sistema de Alerta de Ferrugem da Soja está disponível para consulta no endereço eletrônico do site da Embrapa Soja (www.cnpso.embrapa.br/alerta). (Assessoria de Imprensa Coopermibra)

 Regra para trangênicos só terá impacto na safra 2007/08

A redução do número mínimo de votos necessários na CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) para liberar a comercialização de transgênicos só deve ter impacto na safra 2007/08, segundo especialistas e produtores. A razão é que há tempo escasso para planejamento e para empresas atenderem a uma eventual demanda de produtores por sementes geneticamente modificadas, em especial de algodão e milho, as culturas que mais devem ser afetadas. Na última quarta-feira (20/12), a Câmara aprovou projeto de lei que reduz de 18 para 14, dentro de um universo de 27 membros da CTNBio, o número de votos necessários para liberar o uso comercial de transgênicos. O projeto ainda necessita ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente Lula. A mudança é defendida pela CTNBio e pelo agronegócio, mas o Ministério do Meio Ambiente já informou que recomendará ao presidente que ela seja vetada.
Prazo - "Ainda vai demorar um ou dois anos para que [produtores de algodão e milho] utilizem sementes modificadas. Só agora as empresas [que desenvolvem as sementes] poderão multiplicá-las, porque antes não havia autorização", disse Iwao Miyamoto, presidente da Abrasem (Associação Brasileira de Sementes e Mudas). Para o presidente da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), João Carlos Jacobsen Rodrigues, "mais um ano foi perdido." Ele diz, porém, que a comissão "agora terá viabilidade, porque antes não se aprovava nada". Miyamoto, entretanto, faz uma ressalva. Ele diz temer que ocorra com o algodão o mesmo que sucedeu com a soja há cerca de três anos, quando foi liberado, por meio de medida provisória, o plantio de sementes "piratas". À época, o plantio de soja transgênica estava disseminado, em especial no Rio Grande do Sul, antes até que a liberação fosse oficializada.
Algodão - O cenário hoje é semelhante, segundo analistas. Estima-se que de 8% a 13% da produção de algodão nacional seja geneticamente modificada, afirmou Leonardo Sologuren, da consultoria Céleres. Ele alerta, por exemplo, para a menor produtividade de tais sementes produzidas ilegalmente. A hipótese da legalização forçada é negada pela Abrapa. "Não vamos usar o fato consumado como argumento para nada", afirmou Rodrigues.
Na fila - A Bayer pode ser a primeira empresa a receber autorização para a comercialização de organismos geneticamente modificados no ano que vem. O pedido da multinacional para comercializar milho transgênico resistente a agrotóxicos é o mais adiantado entre os dez processos, de quatro empresas distintas, que aguardam decisão da CTNBio: já recebeu os pareceres necessários e só precisa ser analisado pelos membros da comissão. Desde a regulamentação da Lei de Biossegurança, no ano passado, nenhum pedido de uso comercial de transgênicos foi aprovado pela CTNBio. A Bayer possui três pedidos de liberação que aguardam resposta da comissão, mesmo número de requisições feitos pela Monsanto e pela Syngenta. Depois da Bayer, o pedido de liberação do milho resistente a insetos da Monsanto é o que está mais perto de ser aprovado. Dos dez pedidos em análise, seis se referem à comercialização de milho, três tratam de algodão, e um, de arroz. (Folha de São Paulo)

Leilões de soja em janeiro

O governo federal já investiu R$ 194,3 milhões nos leilões de apoio à comercialização da safra 2006/07 de soja. No total, o governo sinalizou preço para 2,6 milhões de toneladas do grão, conforme balanço da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Outros quatro leilões serão realizados em janeiro, antes da comercialização da safra, que ocorre de fevereiro e junho de 2007. Desta vez, a oferta total será de 10 milhões de toneladas, divididas em quatro leilões, marcados para os dias 09/01, 16/01, 23/01 e 30/01. Este ano, de forma inédita, o governo interferiu no mercado antes da colheita do grão para sinalizar as cotações futuras da soja e, com isso, dar garantia de preço aos produtores rurais. Do total comercializado até agora, 2,27 milhões de toneladas de soja foram oriundas do Mato Grosso, que ficou com uma parcela de R$ 177,7 milhões do valor movimentado nos pregões. As operações envolvem 11 estados brasileiros e foram realizadas nas modalidades de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (PEPRO) e Prêmio de Risco para Aquisição de Produto Agrícola Oriundo de Contrato Privado de Opção de Venda (PROP). Para a soja da safra 2005/2006, foram aplicados R$ 664,7 milhões e apoiadas 9,2 milhões de toneladas. (Imprensa Mapa)

BB prevê recuperação do setor rural em 2007

O Banco do Brasil (BB) prevê uma recuperação do setor agrícola em 2007 e alerta que, por isso, não irá prorrogar novamente as parcelas do crédito rural dos produtores. O diretor de Agronegócios, Derci Alcântara, disse que um estudo da instituição mostra que, em quase todo o País, os produtores terão condições de honrar suas dívidas. Uma exceção pode ser aberta para os agricultores do norte do Mato Grosso, onde os preços dos produtos agrícolas estão sendo fortemente deprimidos pelo custo de logística, provocando queda na margem do produtor.
CNA - "Não deve haver nova prorrogação das parcelas dos empréstimos. Os estudos mostram que a safra será recorde e os preços em 2007 serão favoráveis ao produtor", afirmou Alcântara. Ele assumirá interinamente, no dia 2 de janeiro, a vice-presidência de Agronegócio do Banco do Brasil, na vaga deixada por Ricardo Conceição. Alcântara ponderou que, em 2007, só vencerá a primeira parcela da prorrogação dos empréstimos de custeio, que é pequena. Na semana passada, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) afirmou que o setor deve enfrentar uma crise de liquidez em março ou abril do próximo ano e reivindicou a prorrogação dos débitos que vencem em 2007 por mais cinco anos.
Crescimento - Alcântara disse que os estudos do BB apontam para um crescimento da margem de lucro dos produtores entre 50% e 70% em 2007, considerando a redução dos custos de produção, principalmente da soja, e os preços favoráveis. "O cenário de dificuldades ficou para trás. Em 2007, deveremos ter um aumento da área plantada e da produção", afirmou. O BB regularizou este ano a situação de 330 mil produtores com a renegociação das dívidas de custeio e investimento da safra 2004/05, tendo repactuado o pagamento de R$ 6 bilhões. A instituição tem a maior carteira de crédito do agronegócio, totalizando R$ 45,9 bilhões no final de novembro. Para simplificar e reduzir os custos dos produtores, o governo estuda a possibilidade de elaborar planos de safra para quatro anos. Alcântara disse que, já a partir do início da próxima safra, em julho de 2007, o BB deve lançar um crédito rotativo para financiar parte dos gastos de custeio. O crédito rotativo funcionaria como uma espécie de capital de giro na conta do produtor, a juros de crédito rural. A idéia é evitar a burocracia de encerrar todos os contratos a cada ano para, no ano seguinte, reabri-los novamente.
Seguro compulsório - O Banco do Brasil (BB) discute a proposta de tornar o seguro rural compulsório na contratação do crédito rural. "Quando quebra a safra, o produtor quebra junto. O seguro rural garantiria o pagamento do empréstimo", explicou o diretor de Agronegócios, Derci Alcântara. O seguro rural é subsidiado em 50% pelo Tesouro Nacional. O Ministério da Agricultura está pleiteando a elevação dos recursos para subsídio dos atuais R$ 62 milhões para R$ 100 milhões no Orçamento de 2007. O BB também deve lançar opções de compra no mercado futuro a partir da próxima safra. Juntamente com a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o BB quer estimular o produtor a contratar a proteção contra a flutuação de preços. Ao comprar a opção, caso os preços no mercado caiam, o produtor pode optar por vender a safra ao banco. O BB quer ampliar os atuais 20 mil contratos de opção para 100 mil até o final de 2007. (Jornal do Comércio).



Este informativo é elaborado sob a responsabilidade da Luiz Antonio da Silva RH (CNPJ 00487818/0001-80) empresa terceirizada responsável pela assessoria na gestão e desenvolvimento de rh da Cereagro SA.
  


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